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Uma etnia destruída
Genocídios fazem parte da historia do nosso mundo. Estiveram nas conquistas territoriais, nos conflitos étnicos, na contenção de alguma classe considerada superior. Mas os episódios dos genocídios do século XX são os mais significativos. Ainda obscuro, o primeiro grande genocídio que se tem notícia desse século foi o massacre dos armênios pelos turcos. No começo dos anos de 1900 os armênios eram quase que a totalidade da população no leste turco - atualmente a área que compreende metade do país, fazendo fronteira com o Iraque, a Síria e o Irã. Naquela época o Império Otomano (atual Turquia) e muçulmano, enfraquecido com a Primeira Guerra Mundial sofria com falta de alimentos e infra-estrutura destruída. E internamente enfrentava oposição popular dos armênios - estes cristãos, simpatizantes aos russos. Se vendo no perigo de perder uma grande parte do seu território para os russos, os turcos adotaram a solução final: exterminar a população da Armênia.
No outono de 1915 as tropas turcas entraram nas cidades eliminando de imediato os homens. Mulheres e crianças foram obrigadas a seguir numa longa marcha ate o deserto Sírio e lá abandonados ao sol. Fala-se que um milhão de armênios morreram nesse curto espaço de tempo. A Turquia nega o fato até hoje. Nos guias de viagem que contam sua rica história, tão pouco se fala.
Genocídios ocorreram na Europa dos Bálcãs, na Europa de Hitler, na Ásia do Camboja, em todas as partes da África. Mas nenhum genocídio é tão longo como o genocídio dos palestinos pelos israelenses. Ele é lento e diário. Uma geração inteira vive sob esse malefício. E prazo para terminar? E quando os grandes líderes do mundo se darão conta?