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Em 1997 fez uma turnê de mochila pela Europa e passou alguns meses nos Estados Unidos, aprimorando o idioma inglês. Mas foi em 1998, partindo de Joinville (SC) fazendo uma viagem sem-destino de ônibus pelo Nordeste brasileiro, que se interessou por viajar como o povo local, ou seja, utilizando sempre os transportes locais. Circulou pelas cidades do interior de estados do Ceará, Maranhão, Pernambuco e Piauí e criou o hábito de sempre procurar entender e aprender os modos de vida e conceitos dos que lá vivem. Ainda em 1998, partiu de carro para a região dos Lagos Andinos (San Carlo de Bariloche, na Argentina e Puerto Montt, no Chile).

Em 1999, viajou através do Trem da Morte (Corumbá/Santa Cruz de La Sierra) em direção a Machu Picchu (Peru). Além de percorrer a trilha inca se hospedou por alguns dias nas casas dos povos que vivem nas ilhas do Lago Titicaca (Bolívia). Em 2000, voltou aos Andes, dessa vez, de carro, para percorrer a Patagônia Argentina até a Terra do Fogo (Ushuaia), o ponto mais austral do planeta.

Em 2001, foi à Bahia, onde descobriu os recantos do seu sertão, da Chapada Diamantina e de suas praias ainda não catalogadas nas rotas turísticas. Dessa viagem vieram os primeiros relatos publicados em revistas especializadas do seu estado natal. Em 2002, descobriu as riquezas da nossa Amazônia. Viajou de barco por trechos entre Manaus, Macapá, Santarém e Belém, sempre dormindo nas redes das embarcações, em meio aos caboclos.

Em 2003, com uma companhia ilustre, seu Pai, que topou viajar de ônibus, jardineira, jeep, buggy, jangada, jegue, carroça, seguiu para os Lençóis Maranhenses e o litoral do Ceará. Pelo caminho, o cerrado brasileiro e lugares como o Deserto do Jalapão (TO).

Em 2004, munido de uma mochila, percorreu aproximadamente 70mil quilômetros por terra, da Europa ao Extremo Oriente, em quase 10 meses, percorrendo a Turquia, Irã, Paquistão, China, Vietnã, Camboja, Laos, Tailândia, Malásia, Cingapura, Mianmar e Índia. Esta viagem foi relatada em seu primeiro livro Nos Confins do Oriente.

Enquanto escrevia seu livro, no primeiro semestre de 2005, passou algumas semanas em aldeias indígenas no Estado de Mato Grosso.

Ainda em 2005, partiu para uma nova viagem, nos mesmos moldes da realizada no Extremo Oriente. Desta vez, por um período de seis meses, percorreu o Oriente Médio e o norte, de leste a oeste do continente Africano, passando pela Síria, Jordânia, Líbano, Egito, Sudão, Etiópia, Quênia, Gana, Burkina Fasso, Mali, Mauritânia e Marrocos. Todo o trajeto foi feito por terra, exceto o deslocamento englobando alguns países da região central da África, onde há fortes conflitos com guerrilhas armadas. Esta viagem foi relatada em seu segundo livro Estrada para o Grande Deserto.

Em 2007, uma nova viagem, foi uma volta ao mundo e sempre lutando para gastar o mínimo, a quota de 20,00 dólares por dia. Começou pela Amazônia brasileira e seguiu em direção a América Central e Caribe. Dali regressou á Ásia, percorrendo a rota do lendário viajante Marcopolo, até chegar a África. Dessa viagem foi lançado o livro Terra Estrangeira, seu livro de maior prestigio pela critica.