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A dolorida vida das mulheres nepalesas
O Nepal é um país de muitas curiosidades. Na sua largura de 200 quilômetros, de um lado, na fronteira com a China, dezenas de montanhas que ultrapassam os 8.000 metros. Do outro, na fronteira com a Índia, ao nível do mar, calor que facilmente alcança os 45 graus. Pelo que sei dos países, somente a Índia, igual ao Nepal, tem no seu fuso horário minutos e não horas cheias. Exemplo: se em Santa Catarina são 12h00min, no Nepal são 8h45min e na Índia 8h30min. Nesse pequeno mundo compactado por dois gigantes, em todos os sentidos, China e Índia, fala-se mais 40 dialetos e possui 73 diferentes etnias.
Continuando nas diferenças, o que chama atenção mesmo, é a vida da mulher nepalesa. A vida delas e duríssima por aqui. A mortalidade feminina e superior a dos homens, a taxa de ensino e baixíssima entre elas, e geralmente o trabalho duro e braçal, sobra para elas. Dessas etnias todas, existe uma onde a mulher dita as regras. E nas comunidades sherpas - povo de origem tibetana que habita as áreas montanhosas que cercam o Monte Everest. Os meninos são extremamente menos favorecidos que as meninas; na hora das refeições elas comem primeiro e na escola, nos problemas financeiros, eles são os primeiros a ter que pular fora. Por outro lado em muitas etnias, com a morte do marido, a mulher se vê obrigada a casar com algum irmão do falecido. Ironicamente, existe um festival anual, onde as mulheres nepalesas agradecem e celebram os seus maridos. Dentro dessas atividades de oferendas elas devem se vestir com o mesmo vestido - aqui o sari, em vermelho e amarelo que usaram no dia do casamento.