Deserto Feliz

O cronista é ao mesmo tempo cúmplice e delator da vida pública e cabe a esse carrasco (ou bobo da corte) auscultar a sociedade, procurar enxergar seu tempo, para honrar Chronus (de onde a palavra Crônica descende), deus do tempo na mitologia grega. Quando me perguntam o que é uma crônica, respondo de pronto: uma conversa despretensiosa entre o autor e o leitor. Mas por trás da aparente simplicidade da crônica, porém, existe um trabalho estilístico que faz da crônica a mais agradável e cativante porta de entrada para o mundo das letras. Depois do sucesso de seus três livros com relatos de viagens, Charles Zimmermann retorna com essa seleção de suas melhores crônicas publicadas em jornais do sul do país.
São quarenta e nove textos que refletem o olhar aguçado de quem já viajou por mais de setenta países e sabe mesclar ironia com a linguagem coloquial, casos pitorescos e lembranças pessoais, viagens e leituras, memória e invenção.
Leia trechos: Homens Gabiru | Escravos de olhos azuis



