Terra Estrangeira
Pé na estrada Passei praticamente o ano de 2007 na estrada, e grande parte de 2008 para escrever os relatos deste livro. Se em meu primeiro livro, “Nos confins do Oriente”, compartilho os mais de sessenta mil quilômetros que percorri da Europa ao Extremo Oriente, e em “Estrada para o grande deserto” mergulho no Oriente e na África, desta vez apresento minha viagem mais visceral, e também mais humana. Viajei milhares de quilômetros para encontrar pessoas. São elas que povoam minhas lembranças. O que fica na minha memória, não são os lugares, e sim as pessoas.
Leia trecho: Daca: O esgoto do Himalaia |
Deserto Feliz
O cronista é ao mesmo tempo cúmplice e delator da vida pública e cabe a esse carrasco (ou bobo da corte) auscultar a sociedade, procurar enxergar seu tempo, para honrar Chronus (de onde a palavra Crônica descende), deus do tempo na mitologia grega. Quando me perguntam o que é uma crônica, respondo de pronto: uma conversa despretensiosa entre o autor e o leitor. Mas por trás da aparente simplicidade da crônica, porém, existe um trabalho estilístico que faz da crônica a mais agradável e cativante porta de entrada para o mundo das letras. Depois do sucesso de seus três livros com relatos de viagens, Charles Zimmermann retorna com essa seleção de suas melhores crônicas publicadas em jornais do sul do país. São quarenta e nove textos que refletem o olhar aguçado de quem já viajou por mais de setenta países e sabe mesclar ironia com a linguagem coloquial, casos pitorescos e lembranças pessoais, viagens e leituras, memória e invenção. Este “Deserto Feliz” mostra o quanto pode ser árida ou pantanosa uma existência, mas também que a esperança é o único raio de sol possível.
Leia trechos: Homens Gabiru | Escravos de olhos azuis Estrada para o Grande Deserto![]() De trem, camelo, ônibus, barco, carona e bicicleta, Charles Zimmermann, carregando apenas sua mochila, pode vislumbrar as alegrias, disparidades e esperanças de 13 países: Turquia, Síria, Líbano, Jordânia, Egito, Sudão, Etiópia, Quênia, Gana, Burkina Fasso, Mali, Mauritânia e Marrocos. E novamente divide com o leitor sua busca incansável pelo conhecimento e a compreensão das diferentes culturas endêmicas. Em cada país, relatos, ora tocantes, ora divertidos mas, acima de tudo, uma visão diferente, excepcionalmente humana.
Nos Confins do Oriente![]() Para alguns, uma viagem longe do paraíso, para outros, perto do coração. Munido de uma mochila e uma curiosidade avassaladora, Charles Zimmermann percorreu sessenta mil quilômetros por terra da Europa ao extremo oriente em nove meses. Cerceando países como Turquia, Irã, Paquistão, China, Vietnã, Camboja, Laos, Tailândia, Malásia, Cingapura, Mianmar e Índia descobriu a riqueza cultural e a simpatia de povos díspares, alguns em busca de guerras, outros de paz. Nos Confins do Oriente relata a sua odisséia, uma viagem fascinante e divertida, ricamente ilustrada com mais de cem fotos coloridas que deixará profundas marcas no leitor.
Leia trechos: Introdução | Irã | Paquistão | China | Índia |







