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Hippies da moda  
 
Na busca de um mundo melhor, surgiu nos anos de 1960 o movimento hippie. De cabelos longos e roupas sujas, seus seguidores eram chamados de "cabeludos". A contestação, combatendo a industrialização das sociedades, os sistemas políticos, os hippies alimentaram o sonho de corrigir as coisas erradas com a sua maneira filosófica de ver o mundo, de cuidar de seus filhos e de se vestir. Ser hippie era sinônimo de preocupação social. Os que cantaram a música nessa época se tornaram ídolos: Bob Dylan, Jimi Hendrix, Janis Joplin, Beatles. Bob Dylan foi sempre o poeta que cantou as frustrações de uma juventude alienada.

E esse movimento que começou nos Estados Unidos se espalhou na Europa embalada pelos Beatles. Aumentou também o número desses desencantados com o mundo, logo caindo no caminho do LSD e das drogas asiáticas, como o ópio. Foi ai que se criou a trilha hippie: da Europa a Ásia. Nos anos de 1970 os hippies viajavam de carona, de trem, somente com a roupa do corpo e por vezes com um violão a tira colo. O Nepal era a terra prometida. Os mais ousados chegavam a Tailândia. Hoje, esse lugar onde chegavam os hippies, constituído por duas estreitas ruas, em pleno centro de Bangcoc (a capital da Tailândia) ainda guarda seus rastros. Seja pelas hospedagens baratas, que muitas parecem verdadeiros pulgueiros, onde baratas brotam do assoalho, ou pelos ambulantes oferecendo de tudo, de prostitutas a maconha.

Só que os hippies de hoje que chegam a Bangcoc, já não tem nada a ver com aqueles dos anos 70. O jeans ainda predomina, os cabelos longos não usam mais. Aliás, a primeira coisa que fazem quando chegam na Tailândia é fazer tranças nos cabelos. Não carregam mais com violão e sim com um Ipod, onde num punhado, podem levar todas as musicas da uma época. As camisetas são limpas e num estilo para mostrar as formas malhadas do corpo. E nas estampas, em quase todas: Che Guevara ou Bob Marley. Se pedir a eles quem foi Che Guevara, nem vão saber nem que foi um cidadão latino americano. O triste e que esses novos hippies, não possuem a menor ideologia. Ritmados com a sua música, que não tem a menor poesia - começa e termina com repetitivas batidas eletrônicas. Não se tem conversa com relação ao mundo, ou como as coisas se comportam. Também não há interesse com a rotação dos fatos e acontecimentos. Mesmo que seja um mundo de visão romanceada, utópica talvez, os hippies do anos 60 formavam aquilo que tanto falta no mundo de hoje: questionadores.  

Comentários (1)
  • Eduardo  - Extato!
    E isso mesmo, Charles. Falasse td agora e nada a mais tenho a acrescentar ao seu texto. Perfeito!
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