Notícias do Pedal 06 - (lha de Flores - Indonésia)There are no translations available. Notícias do Pedal 06 - (lha de Flores - Indonésia) Ilha de Flores, a mais bela da Indonésia... O nome Flores (ilha das Flores) vem do período em que os portugueses mantinham a ilha como um porto para as suas especiarias vindas das ilhas da redondeza. Chegar em Flores foi num barco de muitos balanços, felizmente comparado as outros passageiros, nada de enjôos. Pedalar no período de chuvas é bom por não ser tão quente, porém o mar fica agitado com muito vento e o programa dos barcos que ligam as ilhas deixa de existir. Pedir informação sobre a partida dos barcos, assim com pedir por algum destino ou endereço é muito curioso. As palavras "não", "não sei" não são facilmente usadas. Sendo assim é comum se perguntar a cinco pessoas determinada coisa tendo cinco respostas diferentes. Respondem qualquer coisa, porque na cabeça dos indonésios, eles têm que responder algo. Não existem perguntas sem respostas. Aos meus olhos, Flores e a mais bela e "completa" ilha da Indonésia que pisei até então. É uma ilha totalmente vulcânica, com alguns vulcões ainda em ação. Para mim, foram 500 km num constante sobe e desce. De 1500, 2000 metros de altitude para o nível do mar e imediatamente do nível do mar rumo às alturas. A dificuldade por encontrar água, o calor úmido e a corrida contra o relógio (com o visto de permanência no país a expirar ainda este mês) em alguns pontos de subida me "puxaram" colocando a bicicleta em algum caminhão que passava. No topo das travessias, perfeitos "down hill" refrescando para a próxima subida. Minha bicicleta pede manutenção. Folgas apareceram, marchas que não querem encaixar, aros tortos. No final deste mês chegarei a Cingapura e lá será feito uma revisão geral. Além da riqueza das paisagens, parecendo que estou dentro de uma exposição de fotografias, Flores possui muitas tribos, muitas ainda em constante conflito com outras. Tribos que vivem da pesca ou da agricultura de subsistência. Numa praia retirada, tomei um enorme susto. De fazer "ouvir" o coração enquanto não pegava no sono. Caminhava, observando as cabanas dos pescadores próximas ao mar. As praias são sempre desertas. O povo local não se banha no mar por acreditar que ali vivem fantasmas. Esses pescadores são arredios.., quando te vêem caminham em círculo querendo se distanciar de você, principalmente as crianças. Observam, cada passo, temendo que caminho na direção deles. Eis que cometo um erro fatal. Com a câmera fotográfica em mãos, a três crianças, ameaço a correr na direção delas. Dou uns passos e bato os pés na areia. Elas correm... Minutos depois, por detrás de uma pequena duna aparecem quatros homens gritando em minha direção. Notei logo que o assunto era comigo. Dois deles com facão na mão. Como sempre, nessas horas, alguém por perto: um senhor que colhia cocos verdes. Esse começou a falar com os quatro. Falavam alto. Percebi um tipo de bate-boca. Parecia que o que falava não era concordado pelos outros. Dei-me conta do que discutiam. Talvez nunca vendo uma câmera, as crianças correram para casa dizendo: "tem um homem branco atirando em nossa direção". Ou seja, acharam que a máquina fotográfica era uma arma. Situação normalizada apos verem a câmera com as mãos. Leia o também o texto Notícias do Pedal - Especial Dragões de Komodo - Uma lagartixa de 100 Kg. Animal único, que vive somente aqui, numa pequena região, vizinha a Flores. Onde estou:
Veja também: Imagens da Volta ao Mundo ( Ilha de Flores - Indonésia - 02/02/2010)
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Aos meus olhos, Flores e a mais bela e "completa" ilha da Indonésia que pisei até então. É uma ilha totalmente vulcânica, com alguns vulcões ainda em ação. Para mim, foram 500 km num constante sobe e desce. De 1500, 2000 metros de altitude para o nível do mar e imediatamente do nível do mar rumo às alturas. A dificuldade por encontrar água, o calor úmido e a corrida contra o relógio (com o visto de permanência no país a expirar ainda este mês) em alguns pontos de subida me "puxaram" colocando a bicicleta em algum caminhão que passava. No topo das travessias, perfeitos "down hill" refrescando para a próxima subida. Minha bicicleta pede manutenção. Folgas apareceram, marchas que não querem encaixar, aros tortos. No final deste mês chegarei a Cingapura e lá será feito uma revisão geral.
Eis que cometo um erro fatal. Com a câmera fotográfica em mãos, a três crianças, ameaço a correr na direção delas. Dou uns passos e bato os pés na areia. Elas correm... Minutos depois, por detrás de uma pequena duna aparecem quatros homens gritando em minha direção. Notei logo que o assunto era comigo. Dois deles com facão na mão. Como sempre, nessas horas, alguém por perto: um senhor que colhia cocos verdes. Esse começou a falar com os quatro. Falavam alto. Percebi um tipo de bate-boca. Parecia que o que falava não era concordado pelos outros. Dei-me conta do que discutiam. Talvez nunca vendo uma câmera, as crianças correram para casa dizendo: "tem um homem branco atirando em nossa direção". Ou seja, acharam que a máquina fotográfica era uma arma. Situação normalizada apos verem a câmera com as mãos. 


